Não sei bem porque nem como isso acontece mais assim derrepente tudo mudo tudo fica assim tão distante,frio, calma o silêncio me invade e viramos um só literalmente só a solidão se torna minha unica compania, a angustia pula pra fora do peito por fora tão calmo por dentro tão denso, parece que um mar inteiro está em furia aqui dentro, chamo o divino pra ver encontro forças mas cada vez mais me sinto abandonado aquele que ajuda tanta gente parece que se nega a me ajudar as vezes penso e começo até achar que tenho odio pel’aquele que dizem me amar, sei q parece egoismo mas é só uma suplica, suplica de socorro de perdão de ajuda. Não acho q isso seja egoismo!

As vezes acho que tenho tudo, que posso tudo,que consigo e que tudo está ao meu favor, que as chances são boas, mas vêm algo tão insignificante e acaba com tudo, meus sonhos, meus desejos, minhas aspirações, meus amores. complicado! as vezes quero desistir de tudo! o pior, é não ter nada para desistir, desistir de você sem nem ao menos te ter ou tentar ter,mal te conheço, nem te conheço! mas tudo que eu quero é conhecer! ter você inteira! com suas “imperfeições” que são tão perfeitas! tão perto mais tão longe, o que te impede? o que te aflige? sinto que não está nada bem que algo te segura e te puxa para um dor tão grande que parece incurável, me admira como com um sorriso falso você disfarça tudo e faz com que tudo pareça bem. Confia em mim Helena, sei que posso te ajudar, larga tua desconfiança, pare de punir a todos por sua dor, pare der ser tão feliz tua felicidade é falsa eu sei o que tu esconde, passo pelo mesmo, então me deixe ajudar!
Os primeiros anos de vida suscitaram em mim o gosto pela aventura. O meu pai dizia não saber bem o porque da existência e vivia mudando de trabalho, de mulher e de cidade. A característica mais marcante de meu pai era a sua rotatividade. Dizia-se filosofo sem livros,com uma unica fortuna: o pensamento. Eu no começo achava o meu pai tão só, um homem amargurado por ter sido abandonado pela minha mãe quando eu ainda era de colo. Morávamos então no alto da Rua Ramiro Barcelos, em Porto Alegre, o meu pai me levava para passear todas as manhãs na praça Julio de Castilhos e me ensinava os nomes das árvores, eu não gostava de ficar só nos nomes, gostava de saber as características de cada vegetal,a régio de origem. Ele me dizia que o mundo não era só aquelas plantas, era também as pessoas que passavam e as que ficavam e que cada um tem seu drama[…] [João Gilberto].
[…]O nossa era apenas mais um.O meu em particular, eram os amigos, deixados para traz, o Pedro,Helena e Luiz, Principalmente Helena, uma guria desastrada, da pele branca e lisa como seda, cabelos negros com os cachos mais belos e angelicais que já vi, a boca grande e vermelha como um morango, num formato que a todo momento me cativa, são carnudos e suculentos, e os olhos, á esses olhos,como disse o Grande Machado, oblíquos de cigana dissimulada, olhar misterioso que me prendia a eles,lembro bem, cada detalhe.
Já em minha adolescência, meu pai decidiu voltar a Porto Alegre, depois de tantas viagens, tantos lugares, moramos em quase todo o Brasil, e agora, voltávamos onde tudo começou.Dizem que quando se chega ao fim volta-se ao começo.
Já em Porto Alegre,estava ansioso para encontrar meus velhos amigos,sabe como estavam, se haviam mudado, se lembravam-se de mim.Principalmente Helena que agora era uma moça. Quando á vi, mal á reconheci, não fosse os olhos. Disse eu a moça:
-Helena?Lembra-se de mim
Ela me respondeu em seguida:
-Não sei, você não me é estranho.
-Sou eu, Lourenço,Não lembras de mim? eramos crianças quando eu parti.
-Lourenço é você mesmo?
Me deu um abraço, e foi aquele alvoroço. Helena perguntava tudo, como é o Brasil lá fora, as terras que vi,pessoas que conheci, gurias que beijei,uma infinidade de perguntas.Me disse o que havia feito todo esse tempo, estudado, trabalhado.Contou-me que havia namorado Pedro,e que agora mal se falavam.Levou-me a sua casa, seu pai me deu um abraço saudoso, e sua mãe sem perder o costume me deu aquela velha apertada na bochecha até que ficassem vermelhas. Fomos a praça Julio de Castilhos, Confessei a ela, que quando era garoto, morria de amores por ela.Rindo ela me disse que durante minha “aventura” sentiu muito minha falta.Ficamos horas na praça, saímos logo depois do almoço na casa de Helena, e já era tarde, o sol brilhava forte no céu, brincávamos como crianças, em um hora eu caí, Helena caiu em seguida sobre mim, estávamos cara-a-cara, olhava bem no fundo de seus olhos, e aquela boca, me chamava, a vontade era forte,não pude resistir, a beijei,como se nunca tivesse beijado ,era uma sensação única, meu sentimentos voltaram com força total, meu amor ressurgiu ainda maior. Nosso dia ficou curto depois do beijo, não víamos nada,nem o tempo, nem as pessoas, não víamos Pedro,sim Pedro.Helena e ele tiveram um romance a um tempo á traz, pedro não aceitou muito bem o fim,ainda morria de amores, pela guria de olhos ciganos ou matava.
Pedro surgiu derrepentemente, me empurro para longe sacou um revolver e atirou, Helena pulou em minha frente, foi atingida e caiu.Não contente Pedro atirou novamente, dessa vez conseguiu me acertar, ainda agonizando Helena e eu juramos amor um ao outro, e partimos.Pedro olhando o que fez, chorava desesperadamente, acabou atirando em si mesmo.Dizem que no fim, voltamos ao começo.
Página 1 de 3